DIREÇÃO DE AGRUPAMENTO

Esta página procura abranger as tarefas específicas a realizar pela Direção do Agrupamento durante esta fase de pandemia e regresso gradual aos momentos de atividade presencial.

Cada ação / tarefa reflete os cuidados principais que a Direção do Agrupamento deverá observar nesta fase, recomendando-se a sua revisão periodicamente.

AVALIAR IMPACTO

Efetuar um levantamento geral dos vários impactos gerados pela pandemia nos elementos do Agrupamento - jovens e adultos:

  • mortes;

  • problemas de saúde;

  • situações de desemprego;

  • dificuldades financeiras das famílias;

  • outras situações sensíveis ou de fragilidade.

FAZER O LEVANTAMENTO DE ESPAÇOS E RECURSOS

  • Fazer um levantamento das características dos espaços (interiores e exteriores), e recursos existentes no Agrupamento para o desenvolvimento das atividades presenciais;

  • Adaptar os espaços disponíveis (interiores e exteriores) e os recursos às regras de convivência e distanciamento social em vigor à data.

  • Incluir os espaços regulares utilizados pelo Agrupamento e outros espaços possíveis de utilizar (salas, salões paroquiais, outros espaços interiores e exteriores de proximidade, etc.);

  • Identificar os recursos humanos adultos disponíveis (confrontar o número de adultos disponível para atividades presenciais com a necessidade de separação em grupos pequenos - Patrulha por ex.);

  • Identificar o material pedagógico disponível atendendo à impossibilidade de partilha entre os elementos, de acordo com a sua tipologia e características;

  • Identificar o material de campo (número de tendas disponíveis, de fogões, por ex.);

  • Identificar os recursos informáticos disponíveis para dinamização de atividades à distância - online;

GRUPOS DE RISCO

  • Identificar todos os elementos - jovens e adultos - pertencentes a grupos de risco;

  • Identificar situações de risco nas famílias e comunidades (elementos em convivência regular com familiares em grupos de risco, ou a trabalhar na primeira linha de contacto com o vírus, etc.).

ACOMPANHAMENTO PRÉVIO

  • Efetuar o levantamento e acompanhamento da situação de saúde dos elementos - jovens e adultos - antes de um primeiro contacto em atividade presencial.

ACOMPANHAMENTO CONTÍNUO

  • Após cada atividade ou contacto presencial ter preparados procedimentos de comunicação permanente, e consequente ação - se necessário - para identificar contágios e cadeias de contágio.

CONTÁGIOS NO AGRUPAMENTO

  • Definir com clareza os procedimentos a adotar no caso de uma eventual identificação de situação de contágio no Agrupamento (escuteiro ou familiar em casa): Atuação perante um caso suspeito

  • Prever todas as ações a realizar internamente e as entidades a contactar para eventual monitorização médica, no caso de um contágio (ou suspeita de contágio), e dos riscos de propagação;

  • Prever antecipadamente as ações a tomar após a identificação de um contágio, ao nível do funcionamento de todo o Agrupamento.

ORGANIZAÇÕES LOCAIS DE SEGURANÇA E SAÚDE

  • Ter uma lista de contactos das autoridades locais de saúde (delegados de saúde locais, centros de saúde, hospitais), e das autoridades de segurança e proteção civil, para contacto em caso de necessidade;

  • Promover a comunicação ativa com as entidades locais, e conhecer as regras, procedimentos e ações em vigor (Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Autoridades Locais da Proteção Civil, etc.);

  • Recolher permanentemente a informação atualizada oficial sobre a situação da pandemia e os procedimentos em vigor (Direção Geral de Saúde, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil).

GESTÃO FINANCEIRA

Avaliar a situação financeira do Agrupamento, nomeadamente:

  • balanço geral da situação financeira e de possíveis impactos negativos ou situações de incumprimento;

  • identificar obrigações financeiras (rendas, pagamentos regulares, prestações, pagamentos pendentes, etc.);

  • identificar outros custos fixos ao funcionamento do Agrupamento e das suas instalações (água, luz, gás, etc.);

  • identificar as situações de maior fragilidade financeira nos elementos - jovens e adultos - e avaliar a capacidade de possíveis apoios (falhas nos pagamentos de quotas, impossibilidades individuais de compra de uniforme e material para as atividades, dificuldades na alimentação dos elementos - lanches, almoços frios, etc.);

  • prever antecipadamente soluções possíveis para fazer face a situações de maior gravidade financeira do Agrupamento, ou eventuais incumprimentos;

  • Identificar a necessidade de aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI), e produtos de desinfeção para a sede e outros locais de atividade (solução anti-séptica de base alcoólica - SABA), para os elementos - jovens e adultos - e os custos associados (para o geral ou apenas para os casos de maior fragilidade económica);

  • Prever custos associados à preparação das sedes ou outros locais para a realização de atividades presenciais, nomeadamente possíveis ações de limpeza e desinfeção;

  • Avaliar as atividades e projetos escutistas agendados para o verão de 2020, cujo cancelamento ou adiamento possa obrigar à devolução de montantes já pagos (do Agrupamento aos elementos; do Agrupamento a outras entidades; de outras entidades ao Agrupamento);

  • Evitar qualquer processo que implique a manipulação de dinheiro;

  • Condicionar fortemente as angariações de fundos evitando qualquer contacto pessoal e passagem de objetos entre pessoas. (Fica ao critério da Direção do Agrupamento as ações a realizar e os devidos cuidados a adotar em função de toda a situação descrita.)

COMUNICAÇÃO

  • Manter ou (re)ativar redes de comunicação e informação com os elementos, patrulhas e unidades;

  • Para os Agrupamentos onde ainda não foi possível comunicar regularmente com os elementos, ativar formas de comunicação entre todos, utilizando as tecnologias existentes;

  • Identificar os elementos com limitações ou dificuldades no acesso a equipamentos informáticos ou à internet, procurando preparar formas de envolver todos na comunicação;

  • Manter uma comunicação permanente e tranquilizadora com os pais e/ou encarregados de educação / tutores legais, fomentando a partilha de informação e a segurança nas decisões tomadas para o processo de regresso às atividades presenciais.

UNIDADES E EQUIPAS DE ANIMAÇÃO

  • Definir uma estratégia para o funcionamento das Unidades e organização das equipas de animação. Pode haver casos em que seja possível dentro do mesmo agrupamento ter um clã a funcionar presencialmente, mas a alcateia continuar apenas com atividades por via virtual;

  • Abordar todas as situações importantes com todo o Agrupamento, suas unidades e equipas de animação, estabelecendo uma estratégia articulada com as quatro unidades (podendo diferenciar momentos presenciais em períodos distintos, locais separados, etc.).

PROMESSAS E INVESTIDURAS

Observar as normas da Conferência Episcopal Portuguesa sobre as celebrações litúrgicas: CEP

Observar também as normas particulares de cada diocese.

Não deverão ser realizadas virtualmente;

Poderão começar a ser consideradas a partir do momento em que se retomarem as atividades presenciais - porém deverão cumprir todas as regras oficiais de distanciamento e higiene em vigor à data, e ter um contexto e enquadramento adequados à situação:

  • Inexistência de ajuntamentos de grandes grupos durante as cerimónias (vigílias, Promessas / Investiduras);

  • Inexistência de ajuntamentos de grandes grupos nos momentos de festividade (lanches, festas, entre outros);

  • Adaptações dos cerimoniais de modo a respeitar as regras de distanciamento e higiene;

  • Eliminação de contactos pessoais, passagem de objetos entre pessoas (ex. cada um deve colocar o seu próprio lenço, bóina / chapéu, eliminar entrega / colocação individualizada de insígnias, eliminar cumprimentos pessoais e corredores de saudação);

  • Articulação previamente detalhada com o Assistente e todos os intervenientes na cerimónia;

  • Escolha adequada do espaço (interior ou exterior), e identificação das pessoas que nele poderão estar respeitando os distanciamentos;

  • Plano detalhado da participação do Agrupamento, comunidade e famílias, reduzindo fortemente o número de intervenientes e pessoas a assistir (ao número mínimo necessário).


PASSAGENS

(Deve manter-se o cumprimento do Regulamento Geral do CNE)

As Passagens deverão ocorrer com o arranque do novo Ano Escutista de 2020-2021, a partir do início de outubro, respeitando na íntegra o percurso normal da vida do Escuteiro;

Não se deverão adiar as Passagens devido à situação existente (prolongando a vida do Escuteiro na unidade de onde deverá transitar no próximo ano escutista), situação que poderia gerar consequências futuras negativas na vida escutista dos elementos, Unidades e Agrupamentos.

As Passagens deverão ser:

  • Planeadas atempadamente, considerando vários cenários possíveis tendo em conta a situação de pandemia em curso, e adaptadas à situação possível na data habitual da sua realização;

  • Realizadas de acordo com regras específicas de distanciamento e higiene disponíveis à data (englobando a escolha adequada do espaço, grupos pequenos, cerimoniais adaptados às novas realidades).


PARTIDAS

(Deve manter-se o cumprimento do Regulamento Geral do CNE)

  • As Partidas também deverão ser realizadas no momento habitual da vida dos Agrupamentos, sendo planeadas atempadamente e cumprindo todas as regras oficiais de distanciamento e higiene em vigor à data, e ter um contexto e enquadramento adequados à situação;

  • Neste caso, cada situação deverá ser avaliada individualmente em função do percurso do elemento e do Clã, podendo existir ligeiras adaptações e alguma flexibilidade ao momento da Partida, sem nunca estender este momento por um período longo - por exemplo um ano escutista ou mais - o que acarretaria consequências pedagógicas e regulamentares negativas.


AÇÕES DIVERSAS

  • Aproveitar os períodos sem atividades presenciais para agir e investir na formação dos adultos para a utilização das ferramentas online do CNE: SIIE e SIIC, por ex.;

  • Aproveitar as oportunidades de formação online existentes;

  • Efetuar as compras de material e uniforme no DMF online, ou utilizar sistemas de envio e entrega de encomendas dos DMF locais, divulgando estas opções no Agrupamento e nas famílias;

  • Estar atento aos canais de comunicação do CNE e cumprir com as normas e procedimentos gerais emitidos pelos órgãos competentes;

  • Participar nas atividades nacionais disponíveis: Programa #escutismoemcasa

  • Deverão continuar a ser seguidas as indicações presentes na Circular 08-CN-2020, de 17 de março, onde se faz o esclarecimento sobre o enquadramento das ações de apoio à comunidade.

Nota: Aquando a leitura deste documento encontram-se subentendidas as nomenclaturas marítima e aérea. Da mesma forma, onde se lê Patrulha, deve-se ler Bando/Patrulha/Equipa e Tribo.