PERGUNTAS FREQUENTES

1- Muitos Agrupamentos partilham o espaço da sede com outros grupos da paróquia, e as instruções da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) são de suspensão da catequese e atividades de grupos. Como deverão atuar os Agrupamentos?

A CEP proibiu grandes atividades, e acampamentos com grandes grupos, não se referiram aos pequenos grupos. Aliás, todo este trabalho do CNE está a ser feito em contacto permanente com a CEP, que conhece estas nossas determinações. Igualmente importante é conhecer as normas específicas que cada diocese emitiu concretizando e especificando as orientações da CEP. É sempre muito necessário uma boa coordenação com a comunidade local, particularmente com a paróquia, para garantir que todos estamos a trabalhar no mesmo sentido, encontrando soluções novas para os novos desafios que nos são colocados.

“76. As atividades pastorais nos espaços eclesiais (paróquias, centros pastorais, casas de retiro, etc.) como reuniões, ajuntamentos, iniciativas culturais e de restauração, entre outras, seguirão as regras previstas pelas autoridades competentes.

77. As atividades de catequese e outras ações formativas continuarão a ser realizadas apenas por meios telemáticos até ao final deste ano pastoral.

78. Os Bispos ponderarão a possibilidade de adiar outras atividades, incluindo as visitas pastorais.

79. Peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia, continuam suspensas até novas orientações”

(Documento da CEP, Orientações da Conferência Episcopal Portuguesa para a celebração do Culto público católico no contexto da pandemia COVID-19, 8 de maio de 2020).

2-A Conferência Episcopal Portuguesa suspendeu os acampamentos até setembro. Pode o CNE realizar acampamentos?

Sim, pode. A CEP proibiu grandes atividades e acampamentos com em grandes grupos, não se refeririu aos pequenos grupos. Aliás, todo este trabalho do CNE está a ser feito em contacto permanente com a CEP, que conhece estas nossas determinações. E as propostas que estamos a fazer são sempre de atividades para pequenos grupos.

“76. As atividades pastorais nos espaços eclesiais (paróquias, centros pastorais, casas de retiro, etc.) como reuniões, ajuntamentos, iniciativas culturais e de restauração, entre outras, seguirão as regras previstas pelas autoridades competentes.

77. As atividades de catequese e outras ações formativas continuarão a ser realizadas apenas por meios telemáticos até ao final deste ano pastoral.

78. Os Bispos ponderarão a possibilidade de adiar outras atividades, incluindo as visitas pastorais.

79. Peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia, continuam suspensas até novas orientações”

(Documento da CEP, Orientações da Conferência Episcopal Portuguesa para a celebração do Culto público católico no contexto da pandemia COVID-19, 8 de maio de 2020).

3-O Assistente do Agrupamento suspendeu as atividades da Paróquia, e não permite o regresso às atividades presenciais do Agrupamento, o que deve o Agrupamento fazer?

A Direção do Agrupamento, da qual o Assistente é membro de pleno direito, deve avaliar ponderadamente as condições de que dispõe para o regresso a algumas atividades presenciais e de serviço à comunidade, sempre no respeito pelas regras de segurança.

4-As equipas de acolhimento e de animação da Liturgia nas Paróquias estão enquadradas nas atividades escutistas? Podem colaborar normalmente?

Sim, são atividades de serviço. Cada Agrupamento deve analisar o risco em que coloca os elementos que colaboram nestas atividades. E seguir as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa sobre estas atividade.

5-Por que é que o CNE avança para o processo de retorno às atividades enquanto a escola ou a catequese permanecem suspensas?

O Método Escutista apresenta características únicas que fazem a diferença relativamente a outras atividades, e que pode inclusivamente ajudar as crianças e jovens a interiorizar e viver este tempo de pandemia e confinamento, bem como as respetivas medidas e desafios que são colocados.

O Escutismo tem a grande vantagem de trabalhar através de pequenos grupos (Sistema de Patrulhas), privilegiando as atividades de exterior/ar livre (Vida na Natureza), promovendo o desenvolvimento pessoal de cada Escuteiro. O Escutismo pode e deve, nesta fase, ajudar os Escuteiros as regras básicas de segurança e convivência na sociedade, através do Aprender Fazendo.

6-De que forma se conseguirá criar confiança nos pais dos escuteiros, garantindo que o CNE tem as condições necessárias para reiniciar as atividades presenciais?

As medidas propostas, para além de permitirem avaliar os níveis de segurança de cada Agrupamento, partilhadas em Conselho de Pais permitirão gerar níveis de confiança nos próprios pais.

Os encarregados de educação deverão ser constantemente informados sobre as atividades que o Agrupamento vai realizando. De modo a gerar a confiança pretendida, tudo deve ser preparado e comunicado ao detalhe.

7-O Agrupamento deve enviar o seu plano de contingência para a Junta Central?

Não é necessário o envio do plano de contingência para a Junta Central.

O mais importante é o processo de elaboração e divulgação desse plano internamente, de modo a que todos os elementos do Agrupamento o conheçam detalhadamente.

Poderá ser partilhado conjuntamente com o formulário existente para comunicação do processo de desconfinamento.

É importante manter uma relação de proximidade com as estruturas locais e regionais em todo este processo (Juntas de Núcleo e Juntas Regionais).

https://www.escutismoemcasa.pt/regresso-as-atividades/sede

8-As orientações da DGS vão mudando. A título de exemplo, a indicação de constituição de pequenos grupos até 10 pessoas passou recentemente para até 20 pessoas. As regras do CNE acompanham essa dinâmica? Podem ser realizadas atividades presenciais com grupos de até 20 escuteiros / animadores?

Não, nesta fase as regras do CNE não acompanham os números propostos pela DGS. Prefere-se que, de modo a reduzir o número de contactos entre os elementos e reduzir a possibilidade de contágio, que se privilegie o pequeno grupo que, no Escutismo, é a Patrulha.


9-Elementos pertencentes a grupos de risco podem participar em atividades presenciais?

Não.

10-Caminheiros, Candidatos a Dirigente e Dirigentes que sejam profissionais de saúde podem participar nas atividades presenciais?

Não, para todos os profissionais de saúde que estão classificados como grupo de risco - profissionais de saúde na 1ª linha de combate ao COVID19.

Para os restantes, a participação de cada um fica à consideração e avaliação individual de risco do próprio.

11-O seguro do CNE está ativo? Como vai funcionar após o regresso às atividades presenciais?

Sim está ativo, e sempre esteve durante o período de suspensão das atividades presenciais.

Processualmente o seguro permanece igual, e o seu acionamento decorre de igual modo ao que acontecia anteriormente.

12-O seguro do CNE pode ser utilizado em caso de contágio com o vírus? E garante o custo com exames, tratamentos e/ou internamento?

Não, o seguro do CNE é um seguro contra acidentes pessoais, e não um seguro de saúde. Não cobre a doença COVID19, como não cobre outras doenças, apenas acidentes pessoais em contexto de atividade escutista.

13-Haverá alguma alteração no Prémio do Seguro do CNE, ou estorno, tendo em conta a suspensão das atividades durante várias semanas?

Não, uma vez que a apólice do seguro nunca esteve suspensa.

14-Podem-se realizar Investiduras / Promessas após o dia anunciado para o regresso às atividades presenciais?

Sim, cumprindo todas as regras de segurança em vigor e as indicações presentes na lista de verificação de atuação para a direção de agrupamento. Todos os prazos e passos têm de ser adaptados às circunstâncias atuais. Nas celebrações tem de se ter em conta todas as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa sobre a liturgia.

Todo o processo tem de ser devidamente articulado com o Assistente do Agrupamento, e atender às normas específicas de cada Diocese.

15-Todas as Unidades podem regressar às atividades presenciais? Existe alguma condicionante?

Sim.

A única condicionante existente é a impossibilidade de os Lobitos acamparem / acantonarem.

16-Todos os Agrupamentos têm de reabrir as suas atividades a partir da data anunciada para o regresso às atividades presenciais?

Não é obrigatório iniciar as atividades presenciais se não houver condições para tal. Cabe aos Agrupamentos, depois de concluírem o trabalho de análise que foi solicitado, tomar a decisão de reabrir, ou não. Caso decidam não reabrir, reforça-se a importância de se manter o trabalho à distância feito até aqui.

Em todo o caso é necessário começar a preparar o próximo ano escutista, muito provavelmente com as regras atualmente em vigor.

17-Se o Agrupamento não conseguir cumprir os parâmetros definidos na documentação emanada pelo CNE (ex. inexistência do espaço de isolamento/confinamento; falta de espaço; incapacidade estrutural da sede; etc.), deverá avançar na mesma para o processo de retorno às atividades presenciais?

Pode, restringindo as suas atividades a áreas exteriores.

Contudo, deverá começar a preparar alternativas para a utilização de outros espaços interiores para o futuro.

18-É possível reunir presencialmente, em espaço exterior, por exemplo 3 ou 4 patrulhas em simultâneo?

Sim, é possível. Desde que não estejam todas juntas. Cada pequeno grupo deverá estar num local separado e isolado das demais, sem contactos e, de preferência, com Adultos que não se movimentem entre Patrulhas.

Poderão encontrar mais informação do documento orientador pedagógico em tempos de Covid-19.

19-Por atividades presenciais em pequeno grupo, referem-se genericamente as atividades em Equipa / Patrulha. Atividades em Unidade não são permitidas?

Nesta fase, as reuniões/atividades presenciais devem ter incidência nas Patrulhas, uma vez que é o principal motor do Escutismo.

Poderão encontrar mais informação no documento orientador pedagógico em tempos de Covid-19.

20-As Passagens e Partidas poderão ou deverão ser adiadas 1 ano? Ou mantêm-se para o período normal previsto no próximo ano escutista?

As Passagens e as Partidas deverão ocorrer no momento habitual da vida dos Agrupamentos, respeitando na íntegra o percurso normal da vida do Escuteiro, e mantendo o cumprimento do Regulamento Geral do CNE.

No caso das Partidas cada situação deverá ser avaliada individualmente em função do percurso do elemento e do Clã, podendo existir ligeiras adaptações e alguma flexibilidade ao momento da Partida, sem nunca estender este momento por um período longo - por exemplo um ano escutista ou mais - o que acarretaria consequências pedagógicas e regulamentares negativas.

Em ambos os casos deverão cumprir-se todas as regras de segurança em vigor e as indicações presentes na lista de verificação de atuação para a direção de agrupamento.

21- A documentação aconselha a realização de atividades nas zonas limítrofes ao Agrupamento, no entanto é possível realizar atividades fora da região?

Sim. O fundamental será avançar gradualmente na realização de atividades, iniciando com atividades na localidade, e evoluindo gradualmente para zonas próximas, tendo sempre especial atenção à avaliação do risco associado aos transportes, aglomerados de pessoas e ao risco epidemiológico do local.

22-O uso de máscaras nas atividades presenciais exteriores é recomendada?

Sim, o uso de máscara nas atividades presenciais exteriores é recomendável, salvo quando se realizem atividades que envolvam esforço físico, garantindo nestes casos o aumento do distanciamento físico.

23-Em relação às máscaras, como se enquadram no Uniforme?

As máscaras não são peças do Uniforme, são Equipamentos de Proteção Individual.

24-Os documentos emanados pelo CNE mencionam o uso recomendado de máscara. Os Lobitos também são aconselhados a usar? A DGS menciona que o uso de máscara é obrigatório para maiores de 10 anos.

O CNE recomenda o uso de máscaras a todos os seus elementos, incluindo os Lobitos.

25-Os Dirigentes que acompanham um pequeno grupo em permanência poderão estar em contacto com os restantes Dirigentes do Agrupamento?

Durante o momento de reunião/atividade escutista, podem estar em contacto, mas apenas em momentos estritamente necessários, e não em momentos de convívio, respeitando as regras de distanciamento social. Não nos esqueçamos de que não há ensino que se compare ao exemplo.

26-Relativamente a possíveis acampamentos, como se procederá relativamente às tendas e demais material de campo?

Garantir a existência de material de campo em quantidade suficiente para a separação física dos elementos - jovens e adultos.

Deverá ser garantida uma tenda/abrigo por cada elemento.

Todo o material coletivo de campo, deverá ser usado individualmente, com higienização do mesmo, e dos utilizadores após e antes cada utilização.

As cozinhas deverão ser adaptadas para apenas uma pessoa (sempre a mesma), com manuseamento individual do equipamento de cozinha. Caso se altere o utilizador, todo o equipamento deverá ser higienizado e desinfetado.

Poderão encontrar mais informação no documento orientador pedagógico em tempos de Covid-19.

27-Deve-se comunicar à Junta Central casos positivos de COVID19 após o início das atividades presenciais?

Deverá comunicar-se às Juntas de Núcleo e/ou Juntas Regionais .

28-Está previsto algum apoio financeiro aos Agrupamentos?

Não está previsto nenhum apoio direto, porém está a ser analisada a possibilidade de retomar os fundos de apoio local, considerando nesta retoma as características da situação atual e as novas necessidades existentes.

29-Podem-se realizar angariações de fundos?

Nesta fase, as angariações de fundos encontram-se fortemente condicionadas, uma vez que se deverão evitar quaisquer contactos pessoais e passagem de objetos entre pessoas.

Fica ao critério da Direção do Agrupamento as ações a realizar e os devidos cuidados a adotar em função dos condicionamentos existentes.

Deve-se sempre evitar qualquer processo que implique a manipulação de dinheiro.

30-Podem-se usar transportes públicos, ou privados coletivos para atividades presenciais como acampamentos?

Devem-se evitar os transportes públicos ou privados coletivos, dando preferência aos transportes privados individualizados.

Numa primeira fase de desconfinamento as atividades deverão limitar-se a zonas limítrofes ao Agrupamento, evitando grandes deslocações e privilegiando o andar a pé (e/ou de bicicleta - não partilhada). O uso de transportes públicos ou privados coletivos deve ser evitado.

Em caso de necessidade do uso de transportes, estes deverão ser transportes próprios / familiares (veículos particulares de uso individualizado - não partilhado entre elementos).

31-É possível realizar atividades internacionais após a data de regresso às atividades presenciais, e a abertura das fronteiras?

Não é possível nesta fase.

32-Uma Unidade com 2 ou 3 Equipas / Patrulhas e apenas uma sala disponível, como deve proceder?

Deverá reunir alternadamente (com higienização da sala entre grupos), ou optar por reunir ao ar livre, num espaço onde seja possível reunir vários pequenos grupos em simultâneo, com as devidas regras de distanciamento social.

Poderão encontrar mais informação no documento orientador pedagógico em tempos de Covid-19.

33-Se o Agrupamento não conseguir cumprir os parâmetros definidos para o número de Adultos necessários, deverá avançar na mesma para o processo de retorno às atividades presenciais?

Analisar os recursos que têm, a sua flexibilização e disponibilidade, e a forma de conseguirem cumprir. Consoante a realidade, poderão definir, como e quando, que Secções retomam as atividades presenciais.

Poderão encontrar mais informação no documento orientador pedagógico em tempos de Covid-19.

34-O Conselho de Agrupamento pode reunir virtualmente?

Sim, desde que garantam condições de acesso a todos os membros, que nenhum membro do Conselho de Agrupamento se oponha à realização neste formato, e encontrando uma modalidade de realização de votações sob anonimato (caso sejam necessárias).