SEDE

Nota inicial

Analisar a viabilidade de utilização da sede enquanto espaço fechado. Verificar as limitações de espaço, mas também a diferença entre a totalidade da área do espaço e o espaço útil real.

Nas sedes e demais espaços fechados utilizados pelos Agrupamentos, o espaço útil real é na maioria dos casos muito condicionado pela organização e arrumação. Avaliar este fator é fundamental para garantir os distanciamentos físicos de segurança previstos (2m) e a circulação de pessoas mantendo sempre esse distanciamento mínimo.

Assim, para a decisão de utilização da sede, ou outros espaços similares, deverá analisar-se corretamente o espaço verdadeiramente disponível para uso, e a lotação máxima que permite (4m2 por pessoa, garantindo a sua circulação bem como canais de entrada e saída).

A área da sede (ou espaços similares), não é por isso fator suficiente para avaliar a possibilidade de aí se realizarem as atividades presenciais (mesmo que uma sala tenha, por exemplo, 40m2 - o que teoricamente permitiria uma lotação de 10 pessoas - a sua área disponível e configuração (atendendo à arrumação e mobiliário existente), podem diminuir fortemente a área útil real e impossibilitar o uso do espaço por parte até de um grupo pequeno, como uma Patrulha.

PREPARAÇÃO DA SEDE (OU ESPAÇO SIMILAR)

Arrumação geral profunda e consequente processo de limpeza e desinfeção geral:

  • Arrumação geral o mais abrangente possível dos espaços e do material e/ou mobiliário neles contidos, libertando o máximo de espaço útil e reduzindo ao máximo as superfícies de contacto e utilização;

  • A limpeza e desinfeção de superfícies deve seguir os procedimentos presentes na Orientação 014/2020 da DGS (Direção-Geral da Saúde) - “Limpeza e desinfeção de superfícies em estabelecimentos de atendimento ao público ou similares;

  • Todas as superfícies podem ser fonte de contaminação, mas o risco de contágio varia consoante a frequência de manipulação, de toque ou de utilização, pelo que deverá ser dada atenção especial às superfícies com maior risco de contaminação - as de toque frequente - ou seja, as superfícies manipuladas ou tocadas por muitas pessoas, e com muita frequência ao longo do dia (por ex. maçanetas de portas, interruptores de luz, telefones, tablets, teclados e ratos de computadores, botões de elevadores, torneiras de lavatórios, manípulos de autoclismos, mesas, bancadas, cadeiras, corrimãos, dinheiro, controlos remotos, entre outros);

  • Ventilação dos espaços a usar, de acordo com as suas características, por forma a permitir a renovação do ar interior, através de ventilação natural pela abertura de portas e janela (não utilizar equipamentos de ar condicionado);

  • Espaços não necessários às atividades (ou espaços destinados a arrumação de material ou mobiliário), devem ser encerrados.


NOTA:
Se possível, estabelecer contacto com as autoridades locais de proteção civil e juntas de freguesia para verificação da possibilidade de colaboração no processo de limpeza e desinfeção inicial.


Medidas prévias a qualquer utilização dos espaços (após processo de limpeza e desinfeção):

  • Levantamento do estado de saúde dos elementos do Agrupamento realizado - jovens e adultos;

  • Levantamento dos impactos nos elementos do Agrupamento realizado - jovens e adultos (impactos económicos, sociais, familiares, etc.);

  • Levantamento dos elementos que pertencem a grupos de risco realizado - jovens e adultos;

  • Aquisição de materiais de higienização individual (SABA - solução anti-séptica de base alcoólica; sabonetes líquidos e dispensadores, etc.);

  • Aquisição de EPI - Equipamentos de Proteção Individual para estarem disponíveis para uso geral ou uso em caso de falhas dos elementos - conforme solução negociada com os elementos do Agrupamento (máscaras cirúrgicas descartáveis);

  • Aquisição de material de limpeza e desinfeção necessário para a permanente renovação da higienização dos espaços (panos ou toalhetes descartáveis, sacos do lixo, lixívia na concentração original de cloro livre a 5%, outros desinfetantes);

  • Criação de uma sala de isolamento para uso em caso de necessidade por suspeita de sintomas.


Elaboração de um Plano de Contingência para a COVID-19, antes da realização de uma primeira atividade em regime presencial. Este Plano deve ser específico para cada Agrupamento e deve prever, entre outros:

  • Os procedimentos a adotar perante um caso suspeito de COVID-19 na Sede ou espaço similar;

  • A existência de uma área de isolamento equipada com telefone, cadeira, água e alguns alimentos não perecíveis, e acesso a instalação sanitária;

  • Os trajetos possíveis para o caso suspeito ser levado até à área de isolamento;

  • A atualização dos contactos de emergência de todos os elementos - jovens e adultos - e do fluxo de informação aos pais, encarregados de educação ou tutores legais;

  • Ter Adultos em número suficiente de modo a garantir a sua substituição na eventualidade de absentismo por doença ou necessidade de isolamento;

  • Divulgação do Plano por todos os Adultos do Agrupamento;

  • Constante atualização da informação sobre a situação epidemiológica local relativa à COVID-19.


UTILIZAÇÃO DA SEDE (OU ESPAÇO SIMILAR)

Como higienizar e quando?

Também neste âmbito se deverá seguir a Orientação 014/2020 da DGS (Direção-Geral da Saúde) - “Limpeza e desinfeção de superfícies em estabelecimentos de atendimento ao público ou similares”;


Cada Sede, ou espaço similar, deve ter estabelecido um Plano de Higienização permanente que tenha por referência a Orientação citada no ponto anterior. Nesse plano de higienização deve constar:

    • O que deve ser limpo/desinfetado (zonas, superfícies, estruturas);

    • Como deve ser limpo/desinfetado (equipamento e instruções do procedimento);

    • Com que produtos deve ser limpo/desinfetado (detergente/desinfetante utilizado);

    • Quando deve ser limpo/desinfetado (periodicidade de higienização);

    • Quem deve limpar/desinfetar (Dirigente responsável pela coordenação e execução da operação);

O plano de higienização deve ser do conhecimento de todos os Adultos do Agrupamento envolvidos no processo e estar afixado em local visível.

Os Adultos envolvidos no processo de limpeza devem conhecer bem os produtos a utilizar (detergentes e desinfetantes), as precauções a ter com o seu manuseamento, diluição e aplicação em condições de segurança, como se proteger durante a realização deste trabalho e como garantir uma boa ventilação dos espaços durante a limpeza e desinfeção.


Acesso à Sede (ou espaço similar):

  • Estabelecer horários desfasados entre pequenos grupos, sempre que possível, de forma a evitar aglomeração de pessoas à entrada e à saída da sede ou espaço similar;

  • No acesso à sede ou espaço similar deve-se garantir que todos estão a utilizar máscara. Deve ainda ser acautelada a higienização das mãos à entrada e à saída, com solução antisséptica de base alcoólica (SABA);

  • Manter portões e portas abertas de forma a evitar o toque frequente em superfícies;

  • Ter um elemento Adulto à entrada que garanta o cumprimento prévio de todas as regras de entrada e saída, uso de EPIs, desinfeção à entrada (SABA), lotação do espaço, etc;

  • Todos os elementos - jovens e adultos - deverão efetuar a medição da temperatura antes de sair de casa, evitando a deslocação para os espaços das atividades caso a temperatura exceda os 38ºC.


Normas sanitárias e de utilização

  • Criar sinalética com indicação dos canais principais de circulação e espaços de utilização (salas e respetivos destinatários, WCs, etc.);

  • Os utilizadores do espaço devem ser organizados em grupos e manter esta organização ao longo de todo o período que permanecerem na sede ou espaço similar. Cada grupo deve ter, na medida do possível, horários e intervalos de forma a evitar o contacto com outros grupos;

  • Todos os elementos devem respeitar as regras de distanciamento físico de 2 metros, incluindo nas circulações e intervalos;

  • Deverá optar-se tanto quanto possível pela utilização alternada da sede ou espaço similar, em dias diferentes, evitando o cruzamento de pequenos grupos ou aglomerados de muitas pessoas;

  • Cada pequeno grupo deverá ocupar um espaço específico, e usar sempre esse espaço - atribuição de zonas a cada pequeno grupo (Bando, Patrulha, Equipa, Tribo ou pequena Unidade);

  • Definição de circuitos de entrada e saída da sede ou espaço similar, bem como de salas, de forma a impedir um maior cruzamento de elementos;

  • Confirmar que a sede ou espaço similar apresentam as condições sanitárias necessárias para a promoção das boas práticas de higiene, nomeadamente a higienização das mãos com água e sabão e secagem com toalhetes de papel. Não devem ser utilizados secadores por jatos de ar;


Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

  • Garantir o cumprimento da obrigatoriedade de utilização de máscaras para acesso e permanência na sede ou espaço similar, por todos os elementos - jovens e adultos - de acordo com a legislação vigente (cada elemento - jovem ou adulto - deve usar uma máscara social individual, ou máscaras cirúrgicas substituídas a cada 4h);

  • Disponibilizar informação facilmente acessível a todos, nomeadamente através da afixação de cartazes informativos sobre lavagem de mãos e uso de máscaras (utilizar cartazes disponíveis para impressão nas páginas 23 e 24 das”Medidas Gerais de Prevenção e Controlo da COVID-19 - 14 maio 2020 - Volume 1”, acessível em: https://www.dgae.mec.pt/?wpfb_dl=45533


Utilização dos espaços interiores:

  • As salas ou demais espaços interiores devem garantir uma maximização do espaço entre elementos - jovens e adultos - por forma a garantir o distanciamento físico de 2 metros;

  • Para tal, as mesas devem ser dispostas o mais possível junto das paredes e janelas, de acordo com a estrutura física dos espaços;

  • Manter uma boa ventilação dos espaços a usar, de acordo com as suas características, por forma a permitir a renovação do ar interior, através de ventilação natural pela abertura de portas e janela (não utilizar equipamentos de ar condicionado);

Não sendo possível desinfetar o calçado à entrada ou utilizar alternativas ao mesmo, evitar qualquer atividade que implique contacto direto com o chão , sem ser com os pés (incluindo sentar) - avaliar possibilidade de cada elemento ter um calçado para uso exclusivo na sede ou espaço similar (chinelos / outro calçado ligeiro), ou o uso de plásticos sobrepés / outras proteções descartáveis para os pés).

CASOS SUSPEITOS DURANTE OU APÓS UMA ATIVIDADE NA SEDE (OU ESPAÇO SIMILAR)

  • Todos os Adultos do Agrupamento deverão estar informados sobre o Plano de Contingência e os procedimentos perante a identificação de um caso suspeito de COVID-19;

  • Perante a identificação de um caso suspeito (se detetado na sede, ou espaço similar), este deve encaminhar-se ou ser encaminhado para a área de isolamento previamente definida e pelos trajetos definidos no Plano de Contingência de cada Agrupamento;

  • Deve ser contactada a Linha SNS 24 (808 24 24 24), ou outras linhas telefónicas criadas especificamente para o efeito, e proceder de acordo com as indicações fornecidas;

  • A Autoridade de Saúde local deve ser imediatamente informada do caso suspeito, e devem ser fornecidos os dados (nome, data de nascimento, contato telefónico) das pessoas que integram o(s) respetivo(s) grupo(s) de contacto do caso suspeito, de forma a facilitar a aplicação de medidas de saúde pública aos contactos de alto risco;

  • Reforçar a limpeza e desinfeção das superfícies mais utilizadas pelo caso suspeito e da área de isolamento;

  • Os resíduos produzidos pelo caso suspeito devem ser acondicionados em duplo saco, de plástico resistente.

NOTA FINAL: Os elementos - jovens e adultos - com sinais ou sintomas sugestivos de COVID-19 não devem apresentar-se nas atividades presenciais. Devem contactar a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou outras linhas telefónicas criadas especificamente para o efeito, e proceder de acordo com as indicações fornecidas, pelos profissionais de saúde.